quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

BIPOLAR OU TRIPOLAR?



Pegando carona na idéia da hora:

EM 2012 TAMBÉM QUERO SER FELIZ
Leio e ouço tanta gente querendo, prometendo, decretando que em 2012 vai estar sempre alegre e feliz; que fico morrendo de inveja.
Também quero!
Mas, é complicado para mim que sou tripolar – se estar na condição de bipolar não é fácil – num momento está alegre e feliz e quase ao mesmo tempo está chutando pau da barraca ou infeliz; rindo e chorando – estar tripolar é do além, complicado demais.
As explicações de mediadores químicos para a bipolaridade não são para mim muito convincentes; mas acho que no tripolar o problema maior além dos tais de mediadores químicos é o grilo falante cerebral – um chato de galochas, questionador além da conta.
Exemplo; nesse assunto tão simples como alegria e felicidade – lá vem o grilo falante com suas questões:
ESTAR ALEGRE ou SER ALEGRE? ESTAR FELIZ ou SER FELIZ?
Estar ou ser?
Viver bem é estar alegre e feliz?
Veja bem: estar feliz, e não, ser feliz...
Num momento você está; noutro não está mais.
Neste exato momento estás alegre ou triste?
E daqui a um minuto?

Às vezes, mesmo sem que estejamos bipolares basta apenas um minuto para sairmos da sensação de tristeza para a de alegria ou de um sorriso, um gesto, um olhar...
Ser; é a somatória de todos os momentos em que você está.
Podemos nos considerar pessoas felizes quando a soma dos momentos que consideramos felizes supera os outros.

Segundo o chatonildo do grilo falante: ser feliz é uma conquista que poucos já fizeram.
Estar feliz é possível a todo instante, para qualquer pessoa, só depende do olhar que damos ás situações.
Estar alegre também é diferente de ser alegre.
Tá bom seu grilo chato!
Mas:
Como conseguir isso sem parecer bobo?
(Tá rindo do quê? – pergunta o baixo astral).
Ficou quieto por alguns minutos.
Estar exige um porque, um motivo.
Ser, já não precisa mais de motivo. Simplesmente é e pronto...
Ser um dia alegre e feliz depende de uma sucessão de estar alegre e feliz muitas e muitas vezes; até cansar de estar triste e mal humorado.
É um tipo de treino que exige conhecimento; metas; trabalho e persistência.
E aí seu grilo dá aí:
O segredo da alegria.

Se existe um segredo para ser alegre e feliz?
Claro.
O segredo é criar, inventar, reciclar o tempo todo, os motivos para estarmos felizes e alegres.
Cada um tem que inventar os seus.
Copiar do outro quase nunca dá certo.
Muito menos querer a alegria e a felicidade dele.

Seu grilo:
O que é preciso para estar alegre e feliz?
Apenas de um, relativo, bom motivo...
Pessoas alegres são inventivas, criativas. Aprenderam a criar seus motivos de alegria e felicidade sem dar permissão para que os outros o façam; são autênticas.
A tristeza crônica vira mau humor permanente.
Pessoas mal humoradas perdem a autenticidade costumam copiar os outros e pouco criam. Há mais copiadores do que criadores. Essa é uma explicação do porque de existirem muito mais pessoas tristes do que alegres.
Acho que encontrei um jeito – vou botar meu grilo falante (consciência crítica) num internato para pensadores (inconsciente coletivo) – quem sabe estarei mais feliz sendo apenas bipolar...
Acho que não tenho mais cura – só em pensar me livrar do meu grilo falante já fico com sodade.
Vou tentar alternar estar bipolar com tripolar.
Unipolar?
SOCORRO!

domingo, 18 de dezembro de 2011

RECEITAS PARA ADOECER - constipação intestinal




Conforme o prometido; e atendendo a alguns pedidos; vamos publicar uma série de receitas de doenças – algumas bem simples; o trivial para o dia a dia e outras mais elaboradas para ocasiões e épocas especiais da vida.

Construir uma doença é como fazer um bolo – por mais simples que seja; precisa de vários ingredientes bem escolhidos; dedicação; e um tempo correto para seu preparo.
Daí, começarmos a nossa aventura culinária pelo bolo fecal constipado.
Na cozinha da nossa vida nós somos os mestres cuca.

Evidente que na pressa da vida moderna; gostamos de consumir nosso organismo com idéias prontas e até congeladas.
Na construção das doenças nós trabalhamos com a hipótese de mecanismos hereditários, ação ambiental e riscos de acidentes causados por agentes externos; timidamente começamos a admitir nossa participação.

A verdade é que somos Chefs natos; já nascemos com a tendência de produzir nossas moléstias; depois aprendemos muito observando os de casa e os em torno.

Nossa primeira receita é de um bolo.

1 – CONSTIPAÇÃO INTESTINAL Á MODA DO CHEF

Algumas pessoas já nascem sabendo como fazer um bolo fecal da hora; bem durinho; no ponto. Mas, a maioria vai precisar se esforçar e passar por longo treinamento até conseguir.

Dicas e lembretes:

- Cuidado com a água – um pouquinho a mais pode desandar o bolo.
- Fibras devem ser usadas com muita moderação.
- Cuidado com o uso de frutas e legumes; verduras nem pensar; pois alteram a consistência.
- Poucos movimentos ajudam.
- Use o tempero do sedentarismo á gosto.
- Não deixe muito tempo no forno; pois pode sair do ponto.
- Vitamina C em abundância pode ser útil para evitar que espirros e tosse surjam na hora H e desandem tudo.
- Dê preferência aos ingredientes industrializados; pois além de mais práticos são mais eficientes.

Acompanhamentos:
- Laxantes suaves vão bem com bolos fecais não muito endurecidos. Prefira os em comprimidos; pois, pode se viciar em líquidos, com os outros.
- Bebidas á base de lactobacilos, embora ineficientes, devem ser evitadas; pois nunca se sabe...

Como no preparo de qualquer receita o feeling do Chef é tudo – não basta querer é preciso aprender a querer.

O preparo de um bolo fecal bem durinho é uma arte que depende não apenas das escolhas certas; mas também de alguns requisitos pessoais.

Dicas:
- Não endureça demais suas convicções; mas, muito cuidado com a flexibilidade; pois, ela pode por tudo a perder.
- Não dê vazão ás suas emoções de forma racionalizada. Segure o máximo até enfezar-se.
- Tente controlar tudo e todos á sua volta; antes de começar o preparo.
- Saia da sua rotina com moderação.
- Cuidado com a retidão e a clareza nas intenções; elas são muito perigosas e podem detonar com o bolo.
- Ansiedade e medo; podem ser ingredientes perigosos – pois se bem usados podem dar ponto certo no bolo da constipação ou desandar tudo. Ansiedade é melhor que medo – o medo costuma dar revertério.

Alerta:
Enquanto espera o bolo assar – leituras que induzam a relaxamento podem ser perigosas; pois pode apressar ou ajudar a passar da hora...

Curiosidades:
Mulheres tendem mais a serem exímias na arte de produzir um bolo fecal durinho, no ponto – embora de tão caprichado seja raro.
Dr. Fradin (meu amigo ET) tem uma explicação duvidosa: isso é ensinado nas nossas escolas: forno mal cuidado; sujo – a garota sensível como é deixa prá fazer o bolo fecal em casa – sei lá – pode ser.

Alerta:
Cuidado; evite candidatar-se a qualquer cargo de influência; pois pode nunca mais...


Variações no cardápio da feitura das doenças são sempre bem vindas.

Namastê.

sábado, 17 de dezembro de 2011

VIOLÊNCIA SUBLIMINAR




Esta é a base que sustenta o interesse deste trabalho, dos artigos postados hoje nos bloogs: a agressividade e a violência escondida atrás das máscaras de corretos e de bonzinhos que a educação e a cultura nos ajudam a criar – a problemática que retarda nossa evolução e que Jesus nos alertou: Lobos em pele de cordeiro – túmulos caiados de branco por fora e cheio de podridão por dentro – desmantelar essa armadilha reforçada pelo estilo bullie de vida atual deve ser uma de nossas metas.

Nosso foco: O projeto de lei 7662/10.

Claro que ele; se aprovado tem um único saudável mérito:
Trazer á discussão a pobreza da educação e o descaso com que vem sendo tratada – mas muitos efeitos colaterais graves particulares, familiares, sociais, políticos, econômicos vão advir: mais uma sangria nos combalidos cofres públicos com o cabidismo de empregos; perda de credibilidade em instituições básicas na vida social como atividade política e na aplicação das leis – no mínimo mais uma delas para ser acintosamente descumprida – mas, o que nos interessa hoje é o efeito colateral que vai fazer a alegria de muitos: a violência subliminar vai aumenta muito e trazer doenças, onde as maiores vítimas serão as crianças – ELAS VÃO SOMATIZAR MUITO MAIS DO QUE JÁ AS INDUZIMOS A FAZER.

Ameaças veladas, e praticadas entre quatro paredes são mais destrutivas do que a violência estúpida materializada.

Alerta.

O momento atual é fantástico: pois causa e efeito começarão a sair na, mesma, foto.
Quando descobrimos a lei de causa e efeito e constatamos que a cada ação corresponde uma reação; inexoravelmente; passamos a perceber que há formas melhores de resolver os interesses mais imediatos, na boa, com calma e paz.

Não se angustie quando constatar pessoas a serviço das sombras serem mantidas por aqui em 3D através de muitos artifícios – isso faz parte do jogo da vida; e mesmo que não pareça tem lá sua utilidade; desde que as pessoas comecem a pensar.

Tudo a seu tempo:
A natureza não dá saltos, de início tentamos esconder dos outros tais impulsos de bullie. Dependendo da forma como essa percepção seja elaborada, surge ou não, o sentimento da culpa ou remorso pelas violências já praticadas (purgatório). Nessa fase, o primeiro impulso é a tentativa de enganar a lei camuflando a agressividade, se possível até dando-lhe ares de santidade (inferno).

Dica.

Quando passamos a sofisticar essa atitude de camuflagem; seja nas pessoais desculpas e justificativas; seja na forma de leis elaboradas por pessoas sem a devida competência para entender sobre o que estão legislando – isso significa que nossos problemas de violência íntima e social passaram a tornarem-se complexos – nada assustador; apenas seletivo; e difíceis de serem resolvidos; pois eles se escondem na escuridão da alma; além de disfarçados dos mais diferentes ardis de jurisprudências onde se esconde a maior parcela do bullying atual.
Atitudes de um mundo moderno.

Proposta de trabalho.

Apenas a prática da discussão serena e construtiva.
No cultivo da simplicidade que, traz a tiracolo sua irmã gêmea a realidade ou verdade; é o antídoto contra essa doença infernal: camuflagem.
Aprendamos, a pensar, sentir e dizer: sim, sim – não, não – descartar os talvez; é atitude sábia e saudável.
Poucos discordam que é preciso mudar; mas, reformar o que; se não nos conhecemos – o autoconhecimento é o primeiro passo; a aceitação é o segundo; e o resto da tarefa é finalizado com a ajuda do tempo e do esforço.

Reflexão:

Na qualidade de profissional da saúde, como os outros que vivem e sobrevivem da indústria da cura; deveria estar exultante se o Projeto de lei for aprovado: mais crianças somatizando; mais doenças; mais clientes; mais remuneração.

No entanto; não estou – ao contrário, estou péssimo.
Estarei vivendo um momento de esquizofrenia laboral?
Assunto chato.
Estou precisando de uma dose de belezura...

Assuntos correlatos de hoje.
Crônicas de hoje correlatas nos bloogs.

http://prospostadetransformacaointerior.blogspot.com
AGRESSIVO EU? – A MÍDIA COMO FATOR DE SABER QUEM EU SOU

http://educarparaummundonovo.blogspot.com
AGRESSIVIDADE COMO REAÇÃO

http://pequenosdescuidosgrandesproblemas.blogspot.com
PASSIVIDADE – UM TIPO DE VIOLÊNCIA

http://saudeoudoenca.blogspot.com
VIOLÊNCIA SUBLIMINAR – LOTERIA DA INDÚSTRIA DA CURA

http://americocanhoto.blogspot.com
REVENDO CONCEITOS DE AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA

Namastê.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

COLESTEROL E TRANSFORMAÇÃO INTERIOR



A vida escreve torto por linhas tortas; mas no fim tudo acaba dando certo. A gente consegue decifrar os garranchos existenciais e até se diverte.

Nosso assunto de hoje: Colesterol.

Ele virou coqueluche; artigo de marketing de primeira para vender produtos industrializados; top de linha nas preocupações de muitas pessoas – motivo de angústia ou de sensação de bem sucedido; ativa até a inveja das pessoas: Nossa eu que me cuido tão bem; estou com o colesterol ruim lá em cima e o cunhado que não está nem aí; está com o colesterol bom!

Meu Deus - Estou com colesterol!
Claro; se não o tivesse estaria morto.
Graças a Deus meu colesterol está bem baixo!
Perigo; pois o colesterol é extremamente importante na manutenção da vida.

Qualquer pessoa que tenha a curiosidade de saber o que é e quais as funções do colesterol; mesmo que de forma superficial; pode se divertir á beça com o besteirol que se diz a respeito do colesterol.

O fato é que ele ficou na moda e atende a muitos interesses.
Está naturalmente em níveis mais altos do que antigamente; devido a vários aspectos da vida moderna: sedentarismo; dieta inadequada; estresse crônico.

Algumas informações são neglicenciadas; pois não interessam a ninguém; nem pacientes ou a curadores.

Oitenta por cento do colesterol é produzido pelo próprio organismo; especialmente pelo fígado; apenas em torno de vinte por cento vem da alimentação.
É comum associarmos a idéia de colesterol alto apenas a sobrepeso ou ao DNA; conforme já colocamos em alguns artigos á disposição no http://americocanhoto.blogspot.com – ele tem uma relação estreita e importante com o estresse crônico e o conhecimento de nós mesmos que pode nos levar á mudança da personalidade.

Recordando:
O estresse crônico é uma mentira continuada que a mente prega ao corpo: um bicho vai te pegar! Mas que bicho é esse? – Não tenho isso; não consegui aquilo; vou ser assaltado; ficar desempregado; não vai dar tempo – o entretenimento atual é um desastre orgânico; pois quando assisto a um filme, jogo, noticiário, jogo um videogame; meu corpo não tem como saber que é ilusão e reage como se fosse verdade; ativando o instinto de sobrevivência – nessas situações, o colesterol é produzido em maior quantidade para gerar energia adicional para matarmos o bicho ou dar no pé; mas como é mentira; o colesterol produzido a mais vai ficar passeando na circulação...

O aumento do colesterol tem uma relação interessante com a personalidade; quanto mais: autoritária; controladora; manipuladora; invejosa; perfeccionista.... seja a pessoa; mais colesterol ela vai produzir – pois mais nessas condições gastamos mais energia para resolver situações até simples – nos estressamos mais.

Em tempo:
Tomar drogas para controlar o colesterol é encrenca das boas para o futuro – claro que cada caso é um caso; mas, quem deixa de fazer sua parte: mudança de hábitos e conhecimento de si mesmo seguido de tentativa de mudança aumenta o grau de responsabilidade com relação ao suicídio não consciente.
O caminho para resolver de vez e adequar os níveis de colesterol também passa pela reforma interior.

Como a vida escreve torto por linhas tortas; o divertido nessa estória de colesterol alto é que o resultado dos exames convida as pessoas á mudança de hábitos – mesmo que seja só para atender aos vinte por cento relacionados com a dieta e ao pouco mais com a atividade física.

A vida é divertida; pois, para quem o desejar, até o colesterol serve como agente de autoconhecimento e de transformação interior.

Remédios?
Paciência, tolerância, flexibilidade, cuidar da própria vida...; são santos remédios.

Contra-indicações?
Altos níveis de orgulho e egoísmo podem causar ligeiros mal estar.

Namastê.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

REAPRENDER A DORMIR




Esta é sem dúvida uma época interessante; fascinante como nunca: tanta coisa a descobrir e ocultar; acreditar e descrer; fazer e desfazer; curtir e sofrer; decidir e duvidar; conquistar e perder; a recuperar...
Desconheço relatos da história da humanidade onde tudo pudesse acontecer tão rápido quanto na vida contemporânea.

Ficamos deslumbrados, atordoados ás vezes com tantas novidades nem tão novas assim – falamos de coisas maravilhosas, sutis, espirituais, netinianas; e para nosso pesar vamos perder um tempão até reaprender coisas que levamos milhares de anos automatizando.

Incrível:
São milhões de pessoas, algumas até top, precisando reaprender a dormir, comer, respirar e até evacuar; de forma natural; sem precisar de artifícios.
Gente de gabarito, respeitadíssima nos meios netinianos, facebookianos, culturais, científicos, espirituais e etc.

Nosso assunto de hoje: Distúrbios do sono.

Antes...
A polaridade dia/claridade, noite/escuridão, na maioria das vezes, ditava a hora de dormir e a de acordar...
Algumas “escapadas” da lei podiam ser facilmente compensadas, sem grande prejuízo; bastava uma noite de sono reparador.

Mas, veio o progresso INTELECTUAL com o exercício do livre arbítrio;
E, lentamente nos deixamos seduzir pelas descobertas: fogo, tocha, vela, luz elétrica, rádio, telefone, TV, Net, computador, games, trabalho noturno, estudo continuado, pós-graduação, baladas, noitadas – Fatores que alteraram profunda e seguidamente o equilíbrio da relação noite/dia, sono e vigília - Além disso, na vida moderna, dormir pouco dá status de vitorioso; é coisa de gente bem sucedida...

Hoje.
Os distúrbios do sono são queixa comum.
São milhões drogando-se para conseguir apenas sair do estado de vigília.

Futuro para essas criaturas?

Perspectivas; aparentemente sombrias.
Vida cada vez mais acelerada.
O que antes fazia efeito deixa de fazê-lo; e a esperança de ocorrências mágicas através de pílulas vai rolar ladeira abaixo; aumentando angústia e desespero da insone tentativa de viver.
O problema assume uma gravidade proporcional ao grau de entendimento a respeito de quem somos nós e o que fazemos aqui – quanto mais conhecimento maior a responsabilidade e o conseqüente assédio; principalmente em se tratando de obsessão.

Saída?
As possibilidades de resolução existem aos montes – porém, nenhuma delas abre mão do planejamento, disciplina e trabalho de voltar atrás se for preciso; de recuperar o aparente prejuízo.

Assunto interessante e que preocupa; especialmente neste momento, onde a batalha entre luz e sombra começa a sair de campo aberto (possibilidade de guerras e outros desastres coletivos) para as trincheiras da individualidade.

Mais grave é a colocação da molecada de hoje:
Tia para de falar abobrinhas filosóficas se ocê nem sabe fazer cocô!
Tio, para com isso! Ocê nem sabe mais dormir!

Namastê.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

APAGÃO HUMANO – MAIS UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA




É típico da nossa natureza comodista o espanto com acontecimentos facilmente previsíveis e que rotulamos de desastres anunciados.
Há muito tempo que este estilo de vida de viver estressado de forma crônica prenuncia situações não examináveis nem remediáveis para um número de pessoas muito maior do que o recomendável para a continuidade do atual sistema de vida.
Dentre elas a sensação de esgotamento com falta de motivação para continuar a viver; seguida de angústia; e até de suicídio inconsciente, através das doenças.
Para se certificar disso, não é preciso ir longe; basta olhar em torno.

VEJA:
Quanta gente se arrastando para levar um simples dia, após o outro.

OUÇA:
Não agüento mais!
Chega!

Compreender o que está em jogo não é tão difícil quando desmaterializamos o raciocínio a respeito do que seja energia vital, cansaço físico e psicológico.
Exemplo:
Um simples olhar é capaz de fulminar um desejo, uma intenção; e até de alterar a estrutura da matéria (até secar pimenteira).

Cuidado com seus desejos e anseios; pois eles podem se transformar em realidade.

Essas afirmações, até algum tempo soavam a algo paranormal ou religioso; quase divino - mas, de certa forma, deixaram de ser; pois a cada dia o sobrenatural se mostra natural e compreensível.

Algumas formas de energia:
- Energias Celestes - calor; vento, frio, secura, umidade, energia terrestre (telúrica).
- Energia Fonte. Energia Nutritiva. Energia de defesa. Energias perversas. (Alguns “Princípios da milenar medicina chinesa”...)

Para nós que somos pessoas simples lutando para sobreviver, frente às inúmeras dificuldades do dia a dia - o que fazer frente a esses novos enigmas da vida? Qual a diferença entre a energia atômica ou elétrica que acende a luz e faz funcionar aparelhos; e o que estamos sentindo na pele? O que isso tem a ver com desejo, vontade, disposição? Porque e, como estamos apagando? Onde estão nossas tomadas para nos plugarmos com as energias da vida e do Planeta?

Todos se lembram da escassez de energia que ameaçou travar a vida das pessoas e a economia.

Lembram dos últimos simples apagões da energia elétrica?
Nem lâmpada, nem: NET, TV, Rádio, forno de microondas, internet, chuveiro quente, diversão eletrônica, Facebook, Orkut, etc.
Quase que a morte para sofisticados e consumistas; espíritos que dependem da modernidade para que um dia voltem a ser..., simples almas, interconectadas.
Uma situação evolutiva de tecnologia capaz de conduzir muitas descuidadas pessoas à depressão, angústia ou pânico. Seres mortos em vida..., eletrônica...; apenas por verem-se tolhidos de usufruir da modernidade tecnológica, mesmo que por breves instantes.
Lembram do que disse O Cara: “... Deixem os mortos (eletrônicos) enterrarem os seus mortos (em corpo físico)...” (Jesus).

As panes na transmissão da eletricidade são apenas quase falta de planejamento dos responsáveis pela política da “energia elétrica”; os últimos eventos foram “carinhosamente” chamados de “apagão” pela mídia. Uma “elétrica brincadeira administrativa”, uma gozação que, embora tenha engordado a conta bancária de muitos, deu choque no bolso e custou caro a todo mundo, seja em termos de estresse de racionamento ou o medo de um colapso: vou ficar no escuro! Estou de volta à idade da pedra! Não vou mais poder assistir televisão!
Todo mundo, cada um do seu jeito ficou muito bravo, com medo e revoltado; da mesma forma pessoal, cada um reagiu a seu modo.
Alerta:
Vamos supor; apenas supor que as tempestades eletromagnéticas originadas das esperadas explosões solares anunciadas pela NASA e outros organismos para breve; seja real: sem satélites, sem transmissão de energia elétrica – uau!
De volta ao nosso foco:
Parodiando o apagão nacional da energia elétrica: nós já vivemos um momento de escassez de energia vital; a dos seres vivos. Tal e qual as disponibilidades naturais de transformação das potencialidades em energia elétrica; os reservatórios de energia universal e vital continuam os mesmos; e, sempre à disposição de quem os queira usar; mas, nosso problema continua sendo o livre arbítrio e, a recusa em pensar, antever, planejar a forma mais inteligente de usá-los.

Parada para pensar:
Olha aí; o reflexo da incompetência política do setor energético:
A falta de planejamento e de gerenciamento da nossa vida fez com que os gastos de energia vital aumentassem em progressão geométrica e os cuidados com os reservatórios e com a melhor forma de manejá-los foram dispensados (tal e qual na política dos governantes com relação à energia elétrica).

Não agüento mais!
Perdi todas as minhas energias!
A sensação de esgotamento da energia vital é coletiva.
Alguns estão realmente apagando e, sendo obrigados a racionar, até na iminência de um colapso. Um sem número de pessoas está “travando”, “patinando” sem sair do lugar;
Não conseguem acabar o que já está começado nem iniciar nada novo; e, sem que tenha havido nenhuma extravagância nenhuma noitada, nada fora do “normal”; apenas continuam dentro do seu “estilo de vida” básico; tudo, continua na velha rotina, e mesmo assim, há dias em que acordamos com a sensação de uma ressaca daquelas. Parece que andamos na gandaia a noite toda, ou melhor, estivemos várias noites seguidas na farra.
Ressaca total. Física e moral: extenuados e com uma sensação de culpa inexplicável...
A sensação que predomina, é a de que não daremos mais conta do recado e de que nada mais vale a pena viver- cuidado com a vontade de ir embora desta vida; pois o preço do suicídio de qualquer tipo é muito caro – http://americocanhoto.blogspot.com


O pior é não achar resposta para isso: correr feito doido.
Tanta coisa prá quê?
Sob o peso dessa sensação até chegamos a Imaginar que a qualquer momento vamos morrer (boa hora para questionar a tal de morte).

O que sentimos de verdade, de realidade ou vida, é que chegamos ao limite de nossas forças, estamos no fim da picada... (será que isso, é que significa vivo ou morto? Viver é levar a vida do jeito que está: na correria, e, morrer é uma paradeira total?)
Se para você, isso, já começou:
Não se assuste meu amigo, essa sensação não é um privilégio seu.
Está no meio do rebanho ou da boiada; pois milhões de pessoas também estão se sentindo no fim da picada.

E, o primeiro impulso midiático que o sujeito tem numa situação dessas é o de achar que está precisando de vitaminas, e pode ser até aquela receitada na televisão por aquele sujeito famoso. (como não são bobos, os da mídia, já antevendo o resultado indicam no comercial o próximo passo: “a persistirem os sintomas consulte um médico”.)
Dentro dessa lógica de consumo, alguns usam o raciocínio simplório do neurótico: é melhor comprar logo a mais cara, a mais potente, a mais completa, aquela que vai liquidar com esse cansaço rapidinho, rapidinho. Pode até dar certo na primeira tentativa, às vezes, nem na primeira dá o resultado que o sujeito esperava. Daí, o próximo passo é consultar um médico. O seguinte é fazer um monte de exames para retornar em seguida, e comprar mais um monte de remédios. Depois, para muitos, a decepção, que leva a várias possibilidades: a mais comum é a depressão ou o sentir-se vítima do destino ou disto ou daquilo e seguir tocando a vida aos trancos e barrancos até quando for possível; a outra é buscar novas alternativas para a volta à vida criativa e construtiva. Há os que buscam tratamentos alternativos, mas que de um jeito ou de outro também se mostram provisórios. A última cartada: buscar participar de forma ativa da cura da falta de energia e de motivação (coisa para poucos), buscando reformular a personalidade, revisar valores e conceitos, trabalhar na sua própria intimidade, reciclando a sua visão de mundo.
Essa sempre dá certo; mas tem um custo muito alto para alguns: reformar seu estilo de vida, sua intimidade e seus valores.

Estamos perdendo contato com a realidade da vida como candidatos a seres humanos. Isso, nos assusta e aflige, adoece e mata até nesta vida. Coisa horrorosa: um morto que continua vivo (nem o mais aloprado cineasta conseguiu ainda colocar esse fato com clareza nas telas)

Tentaremos buscar respostas e soluções para a pergunta íntima: ou será um desabafo?
Viver para quê?
Não agüento mais!
Cansei!
Ninguém me entende.
Estou apagando e ninguém liga.
E, pior ainda, é que isso, esse apagar, ainda por cima dói.
É uma sensação de esgotamento dolorosa.

Dica para quem conseguiu chegar até o final:

Atualizar o Pai Nosso é uma boa.
Pois a energia é o nosso alimento espiritual.
Ao invés de: o pão nosso de cada dia – que não é feito de farinha; mas de elétrons, prótons, nêutrons e outras.
Os elétrons de cada dia nos daí hoje...

Conseguiu ler tudo ou sua paciência já apagou?

Namastê.

sábado, 1 de outubro de 2011

MEDICINA PSICODÉLICA




A ciência médica alopática tradicional depois do conluio, aparentemente bem sucedido, com a indústria farmacêutica, a tecnologia de diagnóstico e os convênios médicos; vai perdendo terreno na preferência das cobaias doentes; que estão começando a curtir muito mais uma viagem psicodélica ao interior da própria consciência e adjacências; guiados por gurus; máster em várias coisas e coachings e outros bichos; do que viver a experiência de entradas em câmaras de radioterapia, tomografia e outras mais modernas e assustadoras – melhor ser conduzido por uma voz calma e com a impressão de estar recebendo ajuda do além; pois sempre adoramos isso. O além sempre nos seduziu.
A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos mentais originalmente desconhecidos por parte do indivíduo em questão.
Os estados psicodélicos fazem parte do espectro de experiências induzidas por substâncias, atitudes e até sistemas de crenças psicodélicas.
Neste mesmo campo de estados, encontram-se as alucinações; distorções de percepção sensorial; sinestesia; estados alterados de consciência, ocasionalmente, estados semelhantes á psicose e ao êxtase religioso; primário ou induzido.
Nem todos que experimentam drogas psicodélicas (como o LSD), analgésicos, soníferos, antitérmicos e os faixa preta e vermelha, têm uma experiência psicodélica e muitos alcançam estados alterados de consciência através de outros meios, como pela meditação; yoga; e outras induções por coachings e masters.
Mas, que a medicina tradicional está perdendo terreno para os curadores de fim de semana é inegável.

A explicação é simples: os “curadores e novos curandeiros” têm ouvidos de ouvir – mesmo que no contexto do que fazem sejam farsantes como boa parte dos outros.

No hospício cósmico chamado Terra; é cada vez mais difícil saber diferenciar os doentes dos curadores...

Mas, ou a Medicina Tradicional se divorcia da indústria farmacêutica e da tecnologia de diagnósticos inúteis e deixa de se amasiar com o seguro saúde; ou vai agonizar.

QUEM TIVER OUVIDOS DE OUVIR QUE OUÇA.

Namastê.